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1,2 mil venezuelanos deixam o Brasil após conflito com moradores brasileiros

O governo de Roraima pediu neste domingo (19) para que as fronteira fossem temporariamente interditadas e que os refugiados venezuelanos sejam enviados para outros estados.  Nesse final de semana 1,2 mil venezuelanos deixaram a cidade de Pacaraima (RR) após a população brasileira se revoltar com casos de assalto e uma agressão a um comerciante pelos venezuelanos. 

A ação foi protocolada no domingo a relatora do processo, ministra Rosa Weber, negou que as fronteiras fossem fechadas. O governo do estado de Roraima já havia tentado fechar as fronteira desde Abril. Nos dias 7 e 8 de agosto a fronteira ficou fechada por cerca de 17 horas, mas após a reabertura, o tráfego de imigrantes subiu de 500 para 800 por dia. 

As tensões na fronteira começaram após um comerciante brasileiro ser assaltado e agredido por venezuelanos quando chegava em casa. O comerciante precisou ir em um carro civil para o hospital da capital, pois a ambulância não estava na cidade e a ambulância da operação Acolhida, que atende imigrantes, não foi cedida. No caminho para a capital o carro se encontrou com a ambulância e ele foi levado para o hospital Hospital Geral de Roraima , onde foi socorrido. 

Após o incidente, um grupo de brasileiros se revoltou e atacou os venezuelanos que estavam acampados a cerca de 200 Km da cidade de Boa Vista. A polícia estima que cerca de mil pessoas estavam envolvidas. O conflito terminou com tendas sendo queimadas e os refugiados sendo expulsos do local. Cerca de 1,2 mil venezuelanos deixaram o Brasil e voltaram para a venezuela após o ocorrido.